
O IMC é importante para identificar uma perda de peso de sucesso
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1 de junho de 2025O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu novas normas por meio da Resolução CFM nº 2.429/2025, que reduzem o IMC e a idade. Se, por um lado, agora mais pacientes poderão beneficiar-se; por outro, é importante que ela não seja motivo para indicações feitas de modo indiscriminado. Vamos entender melhor essas alterações.
Antes a cirurgia bariátrica só era indicada para quem tinha IMC acima de 40 kg/m², ou entre 35 e 40 kg/m² com alguma doença relacionada. Agora, pacientes com IMC entre 30 e 35 kg/m² também podem ser avaliados para a cirurgia, desde que tenham condições clínicas específicas.
São elas: Diabetes tipo 2, doença renal crônica precoce decorrente deste, doença cardiovascular grave com lesão em órgão alvo, apneia do sono grave, doença gordurosa hepática não alcoólica com fibrose, afecções com indicação de transplante, refluxo gastroesofágico com indicação cirúrgica, ou osteoartrose grave.
Além disso, a Resolução:
🔸 não considera mais o tempo de convivência com a doença;
🔸 diz que para os jovens que têm entre 16 e 18 anos, os critérios passam a ser os mesmos aplicados aos adultos;
🔸 e que adolescentes a partir dos 14 anos agora também podem ser indicados à cirurgia, desde que o IMC esteja acima de 40 kg/m², e que haja complicações clínicas importantes, além, claro, do consentimento da família.
Em outras palavras, agora a cirurgia bariátrica pode ser indicada para mais pessoas. Isso é, sem dúvida, um avanço muito importante! Mas, junto com essa ampliação, vem algo que considero ainda mais essencial: a responsabilidade na indicação. A cirurgia continua, e continuará não sendo para qualquer paciente, nem toda pessoa que agora “entra nos critérios” vai necessariamente se beneficiar com ela. É por isso que o olhar do médico precisa ser ainda mais atento, cuidadoso e individualizado.
Não é sobre indicar mais; é sobre indicar melhor: nos casos certos, pelas razões certas, com todo a preparação necessária, com segurança. A decisão por uma cirurgia não pode ser tomada com pressa, de qualquer jeito. Ela envolve avaliação criteriosa, escuta contínua, exames, orientação da equipe multidisciplinar.
A cirurgia é um passo, e não uma solução mágica.
Se você estiver vivendo esse momento de dúvida, de busca por caminhos mais saudáveis, procure um médico endocrinologista para ouvir e orientar você, e caminhar junto, com prudência, e com o cuidado e o respeito que você merece.
Dra. Karoline Medeiros
Médica Endocrinologista
CRM 24.883–PE | RQE 5293
